O que é BYOD e como implementar na sua empresa

O trabalho já não acontece mais dentro de quatro paredes, e nem mesmo num único dispositivo. Hoje, colaboradores alternam entre notebook, smartphone e até tablet, muitas vezes usando equipamentos próprios para acessar dados corporativos.

Esse cenário já está acontecendo, com ou sem o controle da empresa. Por isso, o BYOD (Bring Your Own Device) deixa de ser apenas uma “flexibilização” e passa a ser capaz de aumentar a produtividade, mas também de gerar riscos, como vazamento de dados.

Neste guia, você vai entender como funciona uma política de BYOD, quais são os benefícios e riscos, e, principalmente, como implementar essa estratégia com segurança. Continue a leitura e descubra mais!
 

O que é BYOD (Bring Your Own Device) em TI?   

O BYOD (Bring Your Own Device ou “Traga seu Próprio Dispositivo”) é uma política de TI que permite que colaboradores utilizem seus próprios dispositivos para acessar sistemas corporativos. Isso inclui tablets, smartphones, notebooks e até mesmo unidades USB.

A abordagem surge como resposta ao cenário que já acontece. Com a popularização do trabalho remoto e híbrido, o uso de dispositivos pessoais para fins de trabalho passou a ser comum, com ou sem aprovação formal da empresa.

Por isso, segundo a Semrush, 82% das organizações já possuem um programa BYOD. É justamente aqui que ele entra como estratégia, para organizar e proteger esses processos.

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A política é uma oportunidade para aumentar a produtividade, mas apenas quando executada com o equilíbrio entre flexibilidade e a segurança apropriadas. Entenda mais a seguir!

Como funciona uma política de BYOD na prática?   

Uma política de BYOD exige diretrizes que deixem explícito quais dispositivos são permitidos, quais requisitos precisam ser cumpridos (como atualizações, senhas, biometria e proibição de jailbreak ou root), quem pode aderir e quais aplicações estão autorizadas.

A empresa deve ser transparente sobre o que pode ou não ser monitorado no dispositivo, deixando claro que o controle se limita ao corporativo. Sem essa clareza, o BYOD pode gerar desconfiança ou até incentivar o uso de ferramentas e práticas não autorizadas.

Aqui, a lógica segue o princípio de Zero Trust: nenhum dispositivo é automaticamente confiável, mesmo sendo pessoal.

Na prática, isso significa exigir autenticação multifator, integração com sistemas de identidade corporativa, atualizações, antivírus ativo e criptografia. Caso esses (e outros) critérios não sejam atendidos, o acesso pode ser limitado.

Por isso, muitas empresas usam soluções como MDM (Mobile Device Management) ou MAM (Mobile Application Management), sendo este último cada vez mais comum por focar na gestão dos dados corporativos, sem interferir no restante do dispositivo pessoal.

A empresa precisa garantir que suas informações estejam protegidas sem invadir a privacidade do colaborador.

Isso é feito, geralmente, por meio da criação de um ambiente isolado no dispositivo, onde é possível aplicar políticas de segurança, como impedir o compartilhamento de arquivos com aplicativos pessoais, bloquear capturas de tela ou restringir downloads locais.

Além disso, em casos de desligamento do colaborador ou perda do dispositivo, a empresa pode realizar a exclusão remota apenas dos dados corporativos.

Vantagens e desvantagens de adotar o BYOD  

Quando bem implementado, o BYOD deixa de ser apenas um benefício e se torna uma estratégia eficiente. Mas, quando mal estruturado, tende a falhar por questões como excesso de controle ou brechas de segurança.

Entenda as vantagens e os riscos:

As principais vantagens para o negócio  

Entre os principais benefícios da política BYOD, está o aumento da produtividade, já que colaboradores tendem a trabalhar melhor com dispositivos que já conhecem e dominam. Isso significa uma curva de aprendizado menor.

Além disso, há uma redução de custos com hardware corporativo e maior flexibilidade. Isso porque acompanhar a mudança da tecnologia pode ser caro e demorado para a empresa, mas, se os colaboradores trouxerem as suas tecnologias, não é preciso atualizar constantemente os dispositivos usados.

Outro ponto importante é a melhoria na experiência do colaborador, que passa a ter mais autonomia no dia a dia.

Os principais desafios e riscos a considerar  

Adotar a política BYOD pode trazer ganhos relevantes, mas também amplia riscos quando a governança não acompanha essa flexibilidade. Por vezes, esses riscos são subestimados. Conheça alguns:

  • O aumento da superfície de ataque, já que dispositivos pessoais nem sempre seguem os padrões de segurança. 
     

  • Você não pode controlar quem tem acesso físico a cada um dos dispositivos usados pelos colaboradores. Por exemplo: com o dispositivo no escritório, apenas alguns podem usá-lo. Mas, quando está na casa de alguém, pode ser relativamente fácil acessá-lo.
     

  • Outro ponto crítico é o shadow IT, onde os colaboradores passam a utilizar ferramentas não autorizadas para facilitar o trabalho, o que compromete a governança de dados.
     

  • Desafios para garantir a privacidade enquanto se protege a informação corporativa, e manter a consistência na segurança nos dispositivos e sistemas. Cada tipo de dispositivo e sistema operacional exigirá suas próprias medidas.
     

  • Dispositivos pessoais apresentam mais distrações.

Como implementar uma estratégia de BYOD com segurança?  

Vamos para a prática:

Crie uma política de BYOD clara e abrangente  

O primeiro passo é formalizar requisitos e responsabilidades de cada um, de forma transparente, acessível e alinhada com outras áreas, como o jurídico. Quando um usuário se conectar ao sistema, independentemente do dispositivo, deve existir segurança.

  • Descubra quais dispositivos serão permitidos. Use senhas fortes, criptografia de dados, recursos de bloqueio, autenticação multifator e mais;
     

  • Na política de segurança, determine os tipos de dados confidenciais, onde podem ser armazenados e quando poderão ser eliminados de cada dispositivo;
     

  • Decida quais ferramentas para gerenciamento de dados devem ser instaladas em cada dispositivo BYOD.

Você precisa considerar muitos aspectos para as suas “diretrizes de uso aceitável”, como: se um dispositivo usa um sistema operacional antigo, as medidas são suficientes? Um limite de dispositivos dificulta a produtividade? É preciso atualizar as medidas para o mobile?

Invista em soluções de gerenciamento (MDM e MAM)  

Ferramentas de gestão são indispensáveis para garantir controle sem comprometer a experiência do usuário. Como você viu, o uso de MAM, em especial, tem ganhado destaque.

Antes, as organizações aplicavam o MDM, até que os colaboradores começaram a usar seus próprios smartphones, e não era mais viável conceder à empresa tanto controle sobre seus dispositivos pessoais.

Então, veio o MAM, que se concentra nos dados corporativos. Isso é chamado de “conteinerização” das informações de negócios nos dispositivos pessoais. O TI controla as funcionalidades no contêiner, mas não pode ver os dados pessoais.

Existem ainda as ferramentas EMM, que combinam a funcionalidade de MDM, MAM e IAM (gestão de identidades e acessos), com painel único de todos os dispositivos pessoais e da empresa na rede. Bem como o UEM, que reúne a gestão de dispositivos móveis, notebooks e desktops.

Eduque sua equipe sobre as melhores práticas de segurança  

É essencial treinar colaboradores sobre riscos, boas práticas e uso adequado das ferramentas. Afinal, a segurança em BYOD depende do comportamento do time.

Estabeleça metas claras para o time, deixe claro as políticas de segurança, explique todos os procedimentos operacionais relacionados à política BYOD e, quando necessário, volte a aplicar treinamentos conforme mudanças ou atualizações acontecem.

Por isso, também estabeleça um plano de apoio técnico que ajude os colaboradores com problemas técnicos, e realize testes com o time para identificar problemas, avaliar a eficiência e ajustar detalhes.

Zoho Workplace no seu bolso: produtividade em qualquer dispositivo   

A estratégia de BYOD só é sustentável quando acompanhada por um ecossistema que funcione em qualquer dispositivo. Os aplicativos corporativos precisam oferecer uma experiência consistente, que permita a produtividade em qualquer lugar, de forma segura.

É aqui que entra a importância do Zoho Workplace, completamente adaptado para mobilidade com inteira segurança. Nele, seu time consegue trabalhar a qualquer momento, mantendo produtividade sem comprometer a segurança e colaborando em tempo real.

Mas o diferencial também está na camada de segurança que sustenta o Workplace. Ele conta com recursos como criptografia de dados em trânsito e em repouso, autenticação multifator (MFA), controle de acessos por perfil e políticas de senha avançadas.

Você terá controle granular de permissões e compartilhamento, que permite definir exatamente quem pode visualizar, editar ou compartilhar cada informação. Isso evita que dados corporativos sejam expostos fora do ambiente autorizado.

A plataforma também inclui filtros anti-spam, monitoramento de atividades e auditorias, contando com e-mail, chat, hospedagem de videochamadas e webinars, intranet social corporativa, pacote Office, hospedagem de arquivos na nuvem e mais.

O Zoho Workplace facilita a separação entre o pessoal e o corporativo, pois os dados da empresa não ficam espalhados no dispositivo do colaborador, mas sim protegidos dentro do ecossistema da plataforma.

Conheça o Zoho Workplace e leve produtividade com segurança para qualquer dispositivo!

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