Proteção adicional para criptoativos faz a festa dos investidores

Que tal fazer com os outros só aquilo que você gostaria que fizessem com você? E se isso puder se transformar em um negócio bem-sucedido? Foi o que aconteceu com o jovem Rodrigo Lyra, CEO da fintech Defense Launch – uma plataforma global de lançamento de criptoativos. Na nova edição do Inspire, podcast da Zoho, ele conta para o jornalista Cassio Politi que foi exatamente essa a inspiração que teve para criar sua fintech.

Para falar a verdade, a história de Lyra é a mesma de muitos jovens empreendedores de fintechs por aí. Ok, isso nem é mais uma novidade em si. Mas sua grande sacada não foi simplesmente se apaixonar por um mercado novo e mirar nos números. Na verdade, inicialmente os números, de alguma forma, foram também um empecilho: sua ideia de negócio veio de um prejuízo daqueles: R$ 2 milhões foram perdidos em um mercado desregulado e muito instável.

Sua trajetória é no universo de criação de tokens de criptoativos, um mercado que nasceu em 2009. Por isso, vale a pena fazer aqui uma pausa e explicar do que se trata.

Tokens são a forma com que ativos são registrados em formato digital. No mundo dos investimentos, são reconhecidos como uma classe de criptoativos, e até se pode dizer que o token está para o conceito “criptoativo” assim como uma nota está para o que chamados “dinheiro”.

Para circular, os tokens usam a criptografia e redes descentralizadas de criptomoedas (como a rede Ethereum, por onde circulam mais de 70% dos tokens mais conhecidos).

Tudo vira registro digital rastreável. A tokenização de ativos, como carros, empresas e até grandes investimentos imobiliários, é um jeito bem rápido e flexível de transformar quase tudo em potencial de investimento.

Mas uma característica bem importante é a desintermediação desse mercado, porque a confiabilidade do ativo é transferida totalmente para um protocolo de rede (blockchain). É diferente de uma ação transacionada em bolsa, por exemplo. O processo na B3 é acompanhado e vigiado inteiramente por órgãos de controle, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), onde cada ação fica “custodiada”.

Rodrigo Lyra se apaixonou por esse universo e mergulhou fundo nele. No início, fazia como todo mundo: buscava informações na internet, via vídeos no Youtube. Ganhou muito dinheiro, mas também perdeu. Ao longo de sete anos, deu azar em algumas apostas e criou um furo no bolso de milhões com golpes.

Até que descobriu onde estava o problema: a anonimidade do mercado, que atraía muita gente maliciosa. No fundo, é o manjado processo de ganhar a atenção de investidores com um “produto fantástico”. Os “picaretas” lançam o produto na rede e depois desaparece com o dinheiro. Segundo Lyra, somente em 2021, os fraudadores já deram mais de 3 bilhões de dólares em golpes com criptoativos no mundo, e a Securities and Exchange Commission (SEC), equivalente nos Estados Unidos da nossa CVM, não consegue sequer analisar a quantidade de golpes.

A última “dor” no bolso lhe custou R$ 200 mil. “O negócio era perfeito, não dava para supor que fosse golpe”, admite. Foi a senha para mudar o disco e criar uma forma de parar o looping de prejuízos. Daí surgiu a Defense Launch (DL), cujas operações devem começar no primeiro trimestre de 2022.

Assim surgiu a ideia de criar uma plataforma global de lançamento de criptoativos que fossem realmente seguros. Lyra explica que, para garantir isso, a setlist da DL começa com a análise profunda da ideia a ser tokenizada. Daquelas que sobreviverem ao crivo rigoroso do time de compliance, a DL se tornará sócia.

Este é um dos seus diferenciais: o protocolo da DL retira do desenvolvedor o controle sobre as operações. A custódia dos valores e os códigos-fonte passam a ser de responsabilidade da plataforma. Isso avaliza outra trava de segurança: mesmo se o desenvolvedor de um projeto embrionário resolver sumir ou abandonar o projeto, ele continua e vai até o fim. Lyra explica que isso é essencial porque, hoje, a garantia dos projetos está atrelada exclusivamente à sua execução, e muitos projetos iniciais não cumprem as etapas previstas.

A plataforma também criou o FGO (Fundo Garantidor de Operações). Todas as operações normais desse mercado serão identificadas pelo token da empresa (Defense Launch Token). Desse modo, parte da taxa sobre a transação cobrada pela DL não vai para as mãos do desenvolvedor e, sim, será acumulada para garantir quaisquer eventualidades.

Tombos fazem parte da caminhada de qualquer investidor com perfil vencedor, diz Rodrigo Lyra. Segundo ele, o importante é tirar o máximo dessas experiências, para se preparar para os próximos passos, insistindo, estudando e fazendo tudo com paixão – como a que ele descobriu em meio às pick-ups de DJs. Seus beats já estão virando uma nova empreitada de sucesso!

Ouça aqui a história completa de Rodrigo Lyra!

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