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A Copa do Mundo de 2026 será um dos maiores eventos esportivos da história, não apenas pelo número de seleções e países-sede, mas também pelo impacto comercial que deve gerar globalmente.
Em períodos como esse, as marcas passam a disputar espaço em um ambiente ainda mais competitivo. Para muitas empresas, esse cenário representa uma oportunidade estratégica de comunicação e vendas.
Neste artigo, vamos entender como estruturar estratégias de marketing na Copa do Mundo: o que a FIFA permite fazer, o que é proibido e como aproveitar o maior evento do futebol mundial. Acompanhe!
O cenário do marketing para a Copa de 2026
A Copa do Mundo de 2026 representa um marco sem precedentes para o marketing, especialmente no âmbito esportivo. Pela primeira vez, o torneio será realizado simultaneamente em três países (Estados Unidos, Canadá e México) e contará com 48 seleções, ampliando de forma significativa o alcance do evento.
Esse novo formato aumenta o número de jogos, expande o calendário da competição e amplifica a exposição midiática, criando um ambiente ainda mais favorável para ações de comunicação associadas ao futebol.
Do ponto de vista das marcas, esse contexto reforça a relevância da Copa como um fenômeno cultural e comercial, e não apenas esportivo. Mesmo empresas que não atuam diretamente com esportes podem aproveitar o período como uma janela estratégica para se conectar com o público, sobretudo usando o clima de torcida e de união.
No entanto, nem tudo é permitido. O desafio está em equilibrar criatividade e conformidade com as regras que a própria FIFA impõe para o uso da marca e do evento.
O clássico “bolão”: como fazer do jeito certo
O tradicional bolão é uma das ações mais exploradas pelas marcas durante grandes eventos esportivos, especialmente no Brasil. Porém, também uma das que mais geram riscos relacionados às regras de propriedade intelectual da FIFA.
Felizmente, a organização máxima do futebol divulga diretrizes oficiais para a Copa do Mundo, com informações sobre o que pode e o que não pode ser feito.
O documento destaca que qualquer competição, jogo ou iniciativa promocional que utilize ativos oficiais ou crie uma associação comercial não autorizada com o torneio é proibida.
Isso significa que o problema não está na realização do bolão em si, mas na forma como ele é apresentado, nomeado, divulgado e associado à marca.
O que a FIFA permite
As diretrizes deixam claro que é possível celebrar o torneio sem infringir direitos de propriedade intelectual, desde que a ação seja construída com elementos genéricos e não crie a impressão de patrocínio, apoio oficial ou vínculo institucional com a FIFA ou com a Copa do Mundo.
Isso inclui:
- Usar nomes genéricos, como “Bolão da Torcida”, “Palpites do Futebol” ou “Desafio de Resultados”;
- Criar tabelas próprias de palpites, com design original, sem copiar o layout, a estrutura visual ou a identidade gráfica da tabela oficial;
- Trabalhar com imagens genéricas de futebol, como bolas, campos e torcedores;
- Focar na interação com clientes, leads ou colaboradores, sem comunicar ou sugerir qualquer vínculo com a organização do torneio.
O que não pode ser feito
A FIFA proíbe algumas práticas que costumam aparecer em campanhas de marketing durante a Copa do Mundo. Entre as principais restrições estão:
Usar expressões como “FIFA World Cup”, “World Cup 26” e suas variações em ações promocionais;
Utilizar logotipos oficiais, emblemas, mascotes, slogans, troféu, tipografia oficial ou qualquer outro ativo protegido;
Reproduzir ou adaptar a tabela oficial de jogos em materiais comerciais, especialmente se estiver associada a logotipos ou chamadas promocionais;
Criar competições, jogos ou loterias que sugiram que a marca é patrocinadora, apoiadora ou parceira do evento.
Como estruturar um bolão seguro para a sua marca
Para que o bolão seja uma ação legítima e alinhada às diretrizes da FIFA, ele deve ser encarado como uma dinâmica de engajamento inspirada no futebol, e não como uma campanha vinculada ao evento oficial.
O caminho mais seguro envolve:
- Comunicação clara e genérica, sem menções diretas ao torneio ou à FIFA;
- Identidade visual própria, sem referências às propriedades oficiais;
- Prêmios que não envolvam produtos oficiais licenciados nem ingressos;
- Posicionamento da ação como uma iniciativa da marca, e não como algo “relacionado à Copa”.
Promoções de resultados (“Se o Brasil ganhar…”)
As promoções condicionadas a resultados esportivos são uma das estratégias mais utilizadas pelas marcas nas suas estratégias de marketing na Copa do Mundo.
Frases como “se o Brasil ganhar, todo mundo ganha” ou “a cada vitória, um desconto” já fazem parte do imaginário e das expectativas do torcedor, e funcionam bem para gerar engajamento.
No entanto, mais uma vez, esse tipo de ação exige cuidados para não infringir as regras da FIFA. Como vimos, o uso de resultados de partidas, seleções ou acontecimentos do torneio é permitido apenas de forma genérica, sem qualquer associação direta ao evento oficial, à FIFA ou a marcas relacionadas.
A promoção pode reagir ao que acontece em campo, mas não pode se apresentar como parte do evento nem sugerir vínculo institucional.
A estratégia do gatilho de evento
Promoções baseadas em gatilhos específicos do evento são aquelas que liberam um benefício a partir de um acontecimento qualquer, como uma vitória, um gol ou a classificação de uma seleção.
Essa lógica pode ser aplicada de forma segura à comunicação, desde que seguindo as diretrizes que já tratamos anteriormente.
Alguns exemplos de abordagens seguras incluem:
- “Gol de desconto para a torcida”;
- “Vitória da seleção? 10% off”;
- “Dia de jogo, dia de oferta”.
Nesse modelo, o evento esportivo atua apenas como um contexto cultural, não como um ativo comercial da campanha. A ação se ancora na reação do público e no clima de torcida, sem utilizar nomes, símbolos ou expressões protegidas.
Vale reforçar, portanto, que devem ser evitadas ações como:
Expressões como “Desconto Copa do Mundo”, “Oferta Copa 2026” ou variações semelhantes;
Menções diretas a “FIFA”, “World Cup”, “Copa do Mundo” ou “World Cup 26” em peças promocionais;
Uso de símbolos, cores ou identidades visuais que remetam claramente à marca oficial do torneio.
Atenção à legislação brasileira
Além das regras da FIFA, promoções condicionadas a resultados esportivos podem, dependendo do formato, se enquadrar como distribuição gratuita de prêmios.
No Brasil, ações que envolvem sorteio, concurso ou vale-brinde podem exigir autorização prévia de órgãos competentes, como a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SECAP).
Por isso, sempre que a promoção envolver elementos de sorte, premiação não vinculada a uma compra ou mecânicas que vão além de um simples desconto, é fundamental avaliar as exigências legais antes da veiculação da campanha.
Sorteio de ingressos é proibido
O sorteio ou a utilização de ingressos da Copa do Mundo como prêmio promocional é uma das práticas proibidas pelas diretrizes da FIFA. Ingressos oficiais não podem ser usados por marcas não licenciadas como incentivo comercial, prêmio, brinde ou recompensa em campanhas de marketing na Copa do Mundo.
Segundo as regras da organização, os ingressos são considerados ativos controlados e sua utilização está restrita exclusivamente aos canais e parceiros autorizados.
Qualquer tentativa de vincular a compra de um produto, o cadastro em uma campanha ou a participação em uma ação promocional à chance de ganhar ingressos caracteriza uso indevido e associação comercial não autorizada. Essa proibição se aplica tanto a ações digitais quanto físicas.
O descumprimento dessa diretriz pode gerar consequências diretas e imediatas, como o cancelamento dos ingressos e responsabilização legal da empresa. Essas sanções podem, em um segundo momento, resultar em danos à reputação da marca.
Ideias de prêmios que você pode dar
Ao planejar ações de marketing na Copa do Mundo de 2026, a escolha dos prêmios é um dos pontos mais críticos da estratégia. Embora o uso de ativos oficiais do evento seja restrito, isso não impede que as marcas ofereçam recompensas.
Algumas ideias:
Vouchers de desconto: uma das alternativas mais seguras é oferecer recompensas diretamente relacionadas ao portfólio da empresa. Vouchers de desconto, créditos para compras futuras ou condições especiais são fáceis de operacionalizar e não envolvem riscos de licenciamento.
Produtos genéricos de futebol: itens ligados ao universo do esporte podem ser utilizados, desde que não sejam oficiais, licenciados ou associados à Copa do Mundo. Isso inclui bolas sem logotipos da FIFA, camisetas genéricas nas cores da torcida ou acessórios esportivos sem marcas protegidas.
Experiências: atividades como um jantar ou uma viagem são alternativas que costumam ser valorizadas pelo público e funcionam bem como prêmios promocionais. É necessário garantir, porém, que essa experiência não ocorra em estádios da Copa.
Por fim, mesmo produtos oficialmente licenciados da Copa do Mundo devem ser evitados como prêmios por marcas não patrocinadoras. A distribuição desses itens pode gerar a interpretação de associação comercial indevida, especialmente se a campanha ocorrer durante o período do torneio.
O uso de Inteligência Artificial para criar sua campanha
A Inteligência Artificial passou a ocupar um papel cada vez mais relevante nas estratégias de marketing, especialmente em períodos de alta demanda e grande volume de interações, como durante a Copa do Mundo.
Nesse contexto, o uso de IA está ligado, principalmente, à otimização de processos criativos, operacionais e de comunicação. A ideia é utilizar a tecnologia como suporte para criar experiências originais, evitar riscos de copyright e responder rapidamente ao comportamento do público.
Criação de materiais visuais originais com apoio de IA
Uma das aplicações possíveis da Inteligência Artificial em campanhas de marketing na Copa do Mundo é a geração de peças visuais personalizadas.
Ferramentas de IA podem auxiliar na criação de layouts, ilustrações e variações criativas que não dependem de ativos oficiais do evento, reduzindo o risco de uso indevido de marcas registradas.
Personalização e automatização de mensagens
A IA também pode ajudar a personalizar a comunicação com base em dados comportamentais. Em campanhas relacionadas a jogos, resultados ou momentos específicos do evento, a tecnologia facilita a adaptação de mensagens.
Gerenciando suas campanhas com o Zoho Marketing Plus
O Zoho Marketing Plus é uma plataforma de marketing para planejar, executar e acompanhar suas ações de forma integrada e centralizada.
Com ele, você conta com diversas ferramentas para automatizar fluxos de comunicação, coletar dados e analisar resultados, facilitando a gestão das suas campanhas de marketing na Copa do Mundo de 2026.
A plataforma permite organizar informações como datas de lançamento, status, atividades e progresso geral da campanha em uma única tela. Isso facilita tanto o planejamento quanto a execução de ações como envios de e-mail, publicações nas redes sociais, eventos, entre outros.
Ele pode ser utilizado para automatizar o envio de e-mails, sejam eles relacionados a dias de jogo, à participação no Bolão, entre outras ações para manter o engajamento do público durante a Copa.
Além disso, a plataforma possibilita adicionar, atribuir e acompanhar tarefas diretamente no contexto da campanha, garantindo que toda a equipe esteja alinhada e que nenhuma etapa fique sem responsável.
Um dos pontos fortes do Zoho Marketing Plus está na possibilidade de engajar audiências em diversos canais simultaneamente: e-mail, SMS e redes sociais, todos acessíveis em um mesmo painel.
Mas planejar e executar campanhas é apenas uma parte do processo. Entender como elas estão performando é essencial, principalmente quando se busca otimizar seus investimentos. Para isso, a ferramenta oferece relatórios e análises que combinam dados de diferentes canais e campanhas.
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